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NOVAS ORIGENS DE

RECURSOS PARA DEFESA


(Clique na foto abaixo para ver imagem gigante de Brucutu)

Complexo de Brucutu

Vista do Complexo de Brucutu, em Minas Gerais,
com a maior usina de minério de ferro do mundo.
(Foto Sala de Imprensa CVRD - 405)





O DEFESA BR é uma SIMULAÇÃO de tudo que o Brasil
poderia fazer
para manter a soberania sobre suas riquezas
das Amazônias Verde e Azul
com um conservador
Orçamento de Defesa de 1 % do PIB
.




INTRODUÇÃO

      
      
Faz-se necessário ainda no governo Dilma Rousseff um urgente Planejamento Estratégico de Defesa com Desenvolvimento e Construção de Inovadores Meios de Combate no próprio país, com elevados esforços e investimentos em PD&I, para reduzir-se a abissal distância do país frente às Forças de outras nações modernas.


Parte dos recursos que garantem a simulação feita pelo DEFESA BR refere-se
a um possível aumento percentual de Operações e Manutenção de Defesa, o que costuma ser chamado de Custeio, reservado no Orçamento Federal.


Porém, a enorme parcela necessária à PD&I e à Construção de Meios da 3 Forças 
deverá, obrigatoriamente, vir de NOVAS ORIGENS, e daquelas que já existem mas nunca chegam, aquelas que foram por 8 anos irresponsavelmente desviadas pela área econômica do governo Lula, do mesmo jeito que ocorreram os desvios de verbas que levaram o Brasil inteiro ao Caos Aéreo há alguns anos.


Na presente simulação, todos os Investimentos e Custeio da 3 Forças Armadas poderão ser custeados por impostos aqui definidos.
Ressalte-se que a Lei Orçamentária indica que qualquer nova despesa precisa ser acompanhada da fonte de recursos.
 
 
O LEGISLATIVO poderia e deveria
ajudar bastante nesse processo, vindo a compreender e demonstrar muito mais interessasse pelo assunto, como vem ocorrendo aos poucos, embora com demasiada lentidão e recuos.
      
      
O Orçamento Federal continua tendo uma destinação de 35 % de suas verbas para atender ao déficit da Previdência Social (basicamente do setor público, civil e militar) e mais de 20 % para pagamentos de juros internos e externos. São mais de 55 %, se somados.


Enquanto isso, para a
soma de atividades econômicas, saúde, educação, defesa nacional e proteção social, há disponíveis somente 36 % das verbas federais. Depreende-se a necessidade de reversão deste quadro, reduzindo-se bastante a concentração em previdência e juros.


Quanto às ainda altas taxas básicas de juros, trata-se de modo de atuação macroeconômica já esgotado, enquanto principal instrumento de controle da economia, insistido pelo governo Lula mês após mês, ano após ano, por 8 longos anos.


Para um elevado crescimento da economia, a partir de 2011 impunha-se baixa taxa de juros real básica, o que, por si só, já representaria uma economia para o país, anualmente, superior a : 


US$ 40 bilhões


A redução desses custos trará fortes reflexos para o Orçamento Federal e deverá ser bem aproveitado para as necessidades de Defesa Nacional, entre outros de grande significado (Saúde, Educação, Segurança Pública e os inadiáveis Programas Sociais).


No aspecto de possíveis novas fontes de receita, destaca-se o Comércio Exterior Brasileiro, com suas importações que foram de aproximadamente US$ 180 bilhões em 2010 (ainda muito baixo frente ao potencial). Sabe-se que 95% do transporte desse comércio é feito hoje por via marítima.


Destaca-se ainda a
prospecção e a exploração de petróleo e gás em terra e em águas profundas realizadas pela Petrobras e por dezenas de outras companhias, além de outras commodities como minério ferrosos (minério de ferro e suas pelotas, e manganês, entre outros), e minérios não-ferrosos (níquel e cobre, entre outros) demandarão mais e mais significativa proteção da Nação.

      
Somente a Petrobras obteve um faturamento superior a US$ 130 bilhões em 2010. As demais 38 companhias juntas já a ultrapassam em prospecção, a refletir-se em mais e mais produção em breve.


Ela pertence ao clube seleto das companhias de petróleo de capital aberto produtoras acima de 2 milhões de barris de óleo equivalente/dia, somando-se petróleo e gás. Tratava-se da 54ª maior empresa do mundo em 2010, segundo a revista americana Fortune.


Novas reservas gigantescas a 5.000 m foram anunciadas em novembro de 2007. A Petrobras tornou-se a 6ª maior empresa do mundo, logo após o anúncio do Campo de Tupi, ponta do iceberg de enorme mega-província no pré-sal, que elevará as reservas brasileiras de petróleo de 14 para um patamar de 100 bilhões de barris em poucos anos.


Em maio de 2008, já teve seu valor de mercado reconhecido como sendo o da 4ª maior petrolífera do mundo e esse era só o início.




Campo de Namorado

Plataformas no Campo Gigante de Namorado
da Bacia de Campo, litoral do Rio de Janeiro.
(Foto Petrobras)




A cadeia produtiva do petróleo e gás é uma das melhores apostas estratégicas na política industrial do Brasilo atual. O país tem vocação petrolífera, que demanda muita tecnologia, e isso oferece alta alavancagem para a economia.


A aposta do Brasil é de exportar somente derivados advindos do petróleo do Pré-Sal e processados no país com o máximo de beneficiamento. Este será um grande passo para a nação.




P-50

Inauguração da plataforma marítima
P-50 em 21 de abril de 2006.
(Foto Ricardo Stuckert - PR -150.486)




O país deverá passar a ser grande exportador, com reservas estimadas saindo de 14 e indo a possíveis 100 bilhões de barris em breve.


Isso irá
refletir em mais e mais transporte marítimo, aumentando cada dia mais a necessidade de Defesa em todos os níveis, táticos e estratégicos, indo desde uma lancha com terroristas em uma plataforma até poderosas frotas subjugadoras visando dominar todo esse patrimônio.


Nas estimativas iniciais da Petrobras, existiria uma gigantesca mega-província petrolífera em toda a camada de pré-sal, com 800 km de extensão e 200 km de largura, de 160 mil km2, e que vai do Espírito Santo a Santa Catarina. Ela poderá fazer o Brasil superar a marca de 70 bilhões de barris em reservas, um crescimento de 5 vezes e abrindo um novo paradigma.


Ressalte-se que o país criou uma empresa estatal para administrar toda a grande aventura do Pré-Sal, saindo os grandes investidores internacionais da jogada e dos grandes lucros, e que a mega-província pode mesmo estar vindo desde as Guianas e descendo por toda a costa brasileira até a Patagônia argentina.


Com as melhores perspectivas possíveis de futuro, o Brasil estará produzindo em 2022 algo como 12 milhões de barris diários de petróleo e exportando essa quantidade em 2025.


Além disso, em toda a gigantesca Área Marítima brasileira de 4,5 milhões de km2, a chamada AMAZÔNIA AZUL, a prospecção e exploração de recursos minerais em geral tende a crescer geometricamente nos próximos anos, a profundidades já planejadas pela PETROBRAS de 4.000 a 5.000 metros.


Entretanto, nosso déficit atual em poços é grande. Enquanto os EUA têm mais de 4 milhões de poços perfurados, em uma área sedimentar mais ou menos igual à brasileira, temos 22 mil poços, quantidade que Canadá ou os EUA perfuram em apenas um ano.


Outro aspecto importante em todo esse quadro é que as ocorrências de petróleo e gás na Plataforma Continental desconhecem a fronteira de 200 milhas.


Em alguns anos, o Brasil precisará prospectar e explorar enormes áreas além deste limite e outros países cientes de tal potencial estratégico poderão ameaçar o país e até dizerem-se "donos" de áreas gigantescas como todo o Pré-Sal.


Essa previsível e evidente situação, certamente, irá requerer uma Marinha do Brasil mais forte para a Defesa de nossos interesses. E uma Marinha não se constrói em 2 meses de uma crise externa, mas em 15 anos de investimentos ininterruptos, sem a mínima possibilidade de haver contingenciamentos irresponsáveis de terceiros.  


A MB terá de possuir completa soberania sobre seu planejamento e
empreendimentos construtivos de longo prazo, de modo a não vir a tê-los, como vinha sendo com o SNB, quase que irremediavelmente prejudicado ao longo de tanto tempo perdido.


Em 27 de junho de 2007, foi noticiado que o Senador Fernando Collor iria apresentar um projeto de lei, estabelecendo um percentual sobre as exportações de minérios do Brasil, destinado a um fundo para auxiliar a remodelação e modernização do Exército Brasileiro.


Em outubro de 2007, passou a ser divulgado que o Ministério da Defesa pretende cobrar Royalties de todas as empresas que atuam em infra-estrutura estratégica e são passíveis de serem atingidas em caso de guerra, como a Petrobras, a Vale, a Eletrobras. Mais o rol é vasto e poderia chegar a centenas de grandes empresas.


Vale  lembrar sempre que, no Chile, 10% da receita do cobre estão vinculados à Defesa há anos. E o Chile tem hoje uma Defesa profissional com "D" maiúsculo, o que não ocorre aqui, até pela eterna falta de verbas.



Com a descoberta do Campo de Tupi e toda a enorme mega-província do Pré-Sal, o governo poderia aumentar por simples decreto o percentual dos royalties pagos à União pelo petróleo. O diretor-geral da ANP, Haroldo Lima, defendeu uma taxação ao redor de 50%, mas ela poderia atingir 80 %, como ocorre em outros países.



(Clique na foto abaixo para imagem gigante do A-12)

A-12 com 6 A4K

O NAe A-12 São Paulo da Marinha do Brasil,
com 6 caças AF-1 A-4 Skyhawk no convôo
.
(Foto Serviço de Relações Públicas da Marinha)




NOVAS ORIGENS

      
Portanto, uma das melhores fontes de recursos para a área de Defesa deveria ser a de ROYALTIES sobre a exploração das jazidas de petróleo, gás e minérios, tanto em Terra (EB/FAB) quanto na Plataforma Continental (MB).


Neste sentido,
desde 2004 vinha tramitando no Congresso Nacional uma Lei aumentando em até 250% os Royalties recolhidos pelas mineradoras instaladas no país.



(Clique na foto abaixo para ver imagem gigante de Carajás)


Vista completa da Mina de Carajás, no Estado do Pará,
considerada a maior mina de minério de ferro do mundo.
(Foto Sala de Imprensa CVRD - 81)




Entretanto, para efeito da simulação empreendida pelo DEFESA BR, haverá apenas DUAS NOVAS ORIGENS DE RECURSOS para as 3 Forças Armadas, além da parcela vinda do Orçamento Federal, que passará a cobrir apenas os gastos previdenciários atuais e futuros.


As
NOVAS ORIGENS serão obrigatoriamente administradas pelo Ministério da Defesa, único responsável pelo perfeito andamento do planejamento conjunto das 3 Forças Armadas, a fim de seguir novos caminhos de INTEGRAÇÃO ORGÂNICA e gerando SINERGIA multiplicadora de esforços.


No caso do Comando da Marinha, será ao pé da letra :
NOVAS ORIGENS QUE JÁ EXISTEM MAS NUNCA CHEGAM !


Trata-se dos Royalties advindos da produção de petróleo e gás na Plataforma Continental destinados por Lei à MB. Em nosso planejamento, serão superiores aos atuais 15%, passando a 20% por causa do efeito pré-Sal, e efetivamente repassados à Força ou mesmo ao MD, fato que não ocorreu em momento algum do presente governo Lula.


No caso dos Comandos do Exército e da Aeronáutica, será instituído um
Royalty especial com alíquota de 15% sobre as exportações de minérios (incluindo pelotas), os quais são extraídos por empresas, mas pertencem sobretudo à Nação.



ORIGENS DOS RECURSOS
PARA A SIMULAÇÃO DO DEFESA BR
15 ANOS - 2011 A 2025


FORÇA
RECURSOS
%
US$ BILHÕES
MB
PARTE DOS ROYALTIES SOBRE
RECURSOS MINERAIS EXTRAÍDOS DA PLATAFORMA CONTINENTAL
20,0
305
FAB E EB
ROYALTY ESPECIAL SOBRE
EXPORTAÇÃO DE MINÉRIOS
15,0
200
-
TOTAL
-
505



Na simulação de Planejamento do DEFESA BR, procura-se defender as 2 AMAZÔNIAS da cobiça mundial, simultaneamente. Para tal, as 3 Forças Armadas estarão com seus esforços direcionados tanto à AMAZÔNIA AZUL, quanto à AMAZÔNIA VERDE.


Coerentemente, os Royalties da MB advêm da primeira fonte acima, enquanto o futuro
Royalty especial para a FAB e o EB, virá da segunda, basicamente. Esses US$ 505 bilhões representarão 105% das necessidades da simulação, orçada em US$ 480 bilhões.



Area Marítima da Amazônia Azul

O Brasil tem 7.491 km de fronteira marítima. Em toda essa extensão, existe
a gigantesca
Área Marítima Jurisdicional que é a soma da Zona Econômica
Exclusiva (ZEE) com a Plataforma
Continental. Juntas representam uma área
econômica brasileira de 4.451.766
km2, que vem a ser maior que a metade
(52 %) do território continental, de
8.511.965 km2. Essa fabulosa Área é
conhecida hoje como a AMAZÔNIA AZUL, estando destacada em
azul claro e escuro no mapa acima.
Os rios da AMAZÔNIA VERDE
(região continental amazônica) também são indicados.

(Arte MB)



Um avanço nesse ponto será a base fundamental para a necessária alavancagem da economia e de todo o esforço exportador, cujos benefícios se estenderão por todas as áreas, gerando centenas de milhares de empregos, renda e poupança.


Determinará o futuro da Pesquisa Científica e do Desenvolvimento Tecnológico com Inovação (
PD&I) no País e, por conseqüência, de sua por enquanto insubstituível SOBERANIA.


Será a permissão para o início da construção de uma verdadeira rede protetora e dissuasiva do país contra especuladores de imensuráveis riquezas por todo o território e nas DUAS AMAZÔNIAS, a serem defendidas prioritária e simultaneamente.


Essas 3 opções de recursos acima precisarão do apoio
do Congresso Nacional, o qual deverá lutar para que, efetivamente, cheguem de vez ao Ministério da Defesa já a partir de 2011.


No primeiro caso, bastará o esforço para a real destinação dos Royalties à MB. No segundo caso, a batalha será também pela criação da lei instituindo o novo
Royalty especial que beneficie a FAB e o EB. A terceira idem.


As vantagens dessa abordagem são muitas, mas a principal será a mais completa, certa, rasa, geral e transparente independência do Ministério da Defesa e seus 3 Comandos para planejarem - com o Executivo e o Legislativo - e cumprirem seus objetivos constitucionais em um inédito e bem-vindo processo de planejamento de longo prazo.


Será fundamental atingir-se uma única e sólida solução para o atual problema e desafio do país em Defesa, com a aprovação conjunta das leis propostas no formato [MB+(FAB+EB)].




COMANDO DA MARINHA



ROYALTIES são uma das formas mais antigas de pagamentos de direitos. A palavra royalty vem do inglês royal, que significa "relativo ao rei". No Brasil, são compensações financeiras devidas ao Estado pelas empresas que possuem concessão para exploração de petróleo e gás natural em terra ou no mar.


A legislação prevê formas diferentes para distribuição dos Royalties à União e aos Estados e Municípios da parcela de 5% e da parcela acima de 5%.


Tanto para os primeiros 5%, quanto para a parcela acima de 5%, a legislação também prevê formas diferentes de distribuição, quando a lavra ocorre em terra (ou lagos, rios, ilhas fluviais elacustres) e quando a lavra ocorre na plataforma continental.



VÍDEO - MB - ENTREVISTA COM
O COMANDANTE (09:56 MIN)




Entrevista com o comandante da Marinha, Almirante-de-Esquadra
Julio Soares de Moura Neto, no dia 28 de abril de 2008,
no programa "Cidadania Entrevista" da TV Senado.



Na distribuição da parcela de 5%, o Comando da Marinha recebe 20% do total de Royalties referentes à lavra na plataforma continental, e na parcela acima de 5% são distribuídos à Marinha 15 % também da lavra na plataforma continental. Tanto num caso, como no outro, a Marinha não participa dos valores provenientes da lavra em terra.



DISTRIBUIÇÃO DOS ROYALTIES
DO PETRÓLEO PARA
A MARINHA DO BRASIL



PARCELA
MB
LEGISLAÇÃO
DE 5%
20%
Lei nº 7990/89, art. 27, § 4º, regulamentada pelo Decreto nº 01/91
ACIMA DE 5%
15%
Lei 9.478/97, art. 49, inciso II, letra c, em consonância com o Decreto nº 2.705/98



Então, uma média entre 15% e 20% dos Royalties incidentes em até 10% da produção de petróleo e gás são obrigatoriamente destinados à Marinha do Brasil (Guia dos Royalties da ANP - em pdf). Para efeitos práticos, trataremos aqui o percentual tributado como sendo de 15 %.


Essa destinação à MB existe para que ela possa, condignamente,
atender aos encargos de fiscalização e proteção das atividades econômicas nas áreas marítimas produtoras. Tem como destino prioritário a proteção das plataformas de petróleo e dos 4,5 milhões de km² de mar territorial, bem como o desenvolvimento do programa nuclear brasileiro.


Esses 15% referentes à MB representaram uma
arrecadação próxima a US$ 130 milhões em 2001 (a R$ 2,50), US$ 268 milhões em 2003, e US$ 304 milhões em 2004.


Registre-se o aumento explosivo dos números, visto que, e
m 1994, tal imposto representava somente US$ 11 milhões para a MB. E a cadência de aumentos futuros será ainda mais assustadora, com à frente se verá.


Somente no ano de 2005 já atingira R$ 1,26 bilhão, ou a impressionante marca de US$ 519 milhões ao então elevado câmbio médio de R$ 2,43. Em 2009, o salto já era para US$ 900 milhões (R$ 1,8 bilhão a um câmbio médio próximo a R$ 2,00).


Desde 6 de agosto de 1998, o pagamento dos Royalties, que até então era feito diretamente aos beneficiários, passou a ser efetuado junto à Secretaria do Tesouro Nacional, que repassa aos beneficiários através do Banco do Brasil. Esta, por ordem do Ministério da Fazenda, tem efetuado seguidos e incompreensíveis contingenciamentos e utilizado essas verbas para outros fins que não os estabelecidos em Lei.



HISTÓRICO DE
ROYALTIES PARA
A MB A 15%
 

ANO
R$ MIL
1994
10.987
1995
17.146
1996
22.077
1997
28.554
1998
40.944
1999 137.007
2000 262.117
2001
326.071
2002
518.090
2003
735.900
2004
971.400
2005
1.260.000
2006
1.642.000
2007
1712.000
2008
1750.000
2009
1.800.000

Fonte : ANP (Agência Nacional de Petróleo)



Evolução dos Royalties  

Gráfico com a impressionante evolução desde 1994
dos Royalties devidos ao Comando da Marinha.
(Gráfico DEFESA BR)




Na presente simulação, realmente destinando-se à MB 20% de Royalties de produção que lhe pertencerão de direito. O Pré-Sal será pesadamente beneficiado e só estaremos considerando os barris brutos de petróleo. Já em 2011 será aplicado quase US$ 1,862 bilhão e acima de US$ 4,984 bilhões já a partir de 2016, em pleno Pré-Sal.


Que
tais valores sejam destinados a todo o PD&I, à CONSTRUÇÃO DE MEIOS NAVAIS, e às OPERAÇÕES & MANUTENÇÃO da MB, com geração de negócios e centenas de milhares de empregos no Brasil, conforme nosso Plano de Longo Prazo.



PROJEÇÃO DE ROYALTIES
A 20 % PARA A MB
EM MILHÕES DE R$ e US$

 
 

ANO
R$
MILHÕES
US$
MILHÕES
2009
1.800,00
1.197
2010 2.070,00 1.530



2011 2.380,50
1.862
2012
2.737,58
2.142
2013
3.148,21
2.463
2014
3.620,44 2.832
2015
4.163,51
3.257



2016
5.620,74
4.984
2017
7.588,00
6.728
2018
10.243,79 9.083
2019
13.829,12
12.262
2020
18.669,32 16.553



2021
25.203,58
22.347
2022
34.024,83
30.169
2023
45.933,52
40.728
2024 62.010,25
63.441
2025
83.713,83
85.645
2011
a
2025


322.887,20


305.000


Supondo incrementos mais conservadores a
15 % ao ano entre 2011 e 2015, e de fortes 35 % entre
2016 e 2025, com o advento do Pré-Sal. Câmbio a R$ 2,00 por
Dólar em 2009, a R$ 1,80 em 2010, e caindo aos poucos até 1,30 em 2025.
Com o Pré-Sal beneficiado em 40 vezes, atingirá mias de
US$ 8 trilhões, o que não é considerado nesta simulação.

De R$ 1,8 bilhão em 2009, foi contingenciado R$ 1,02 bilhão,
restando somente R$ 780 milhões para investimentos
e custeio (43% do valor inicial).



Embora não pareçam à primeira vista, os cálculos acima ainda são um tanto conservadores e consideram apenas em uma pequena parcela que o Brasil passará a ser grande produtor e Player mundial. E mesmo assim, os números aqui sugeridos crescerão com bastante força. Mas as próprias previsões de mercado são muito mais fortes que em nossa simulação.


A partir de 2015, o Brasil passará a ser grande Player mundial. Atingirá mais de US$ 1 trilhão de vendas líquidas mundiais anuais em 2025, a preços (moeda de hoje) sempre explosivamente crescentes, por haver demanda em alta e produção mundial em baixa (ver Energia).


Com beneficiamento adequado, a multiplicação agregada de 40 vezes levará essa cifra a impensáveis US$ 40 trilhões anuais. Por isso é que os cálculos aqui ainda são conservadores.


Com as melhores perspectivas possíveis de futuro, o Brasil estará produzindo em 2022 algo como 12 milhões de barris diários de petróleo com amplo beneficiamento e exportando essa quantidade em 2025.



PRODUÇÃO E EXPORTAÇÃO DE PETRÓLEO
EM MILHÕES DE BARRIS / DIA
COTAÇÃO MÉDIA ENTRE US$ 50 E US$ 250


ANO
PROD.
DIÁRIA
EXP.
DIÁRIA
EXP.
ANUAL
US$ BI/ANO A US$ 50
US$ BI/ANO A US$ 100
US$ BI/ANO A US$ 150 US$ BI/ANO A US$ 200
US$ BI/ANO A US$ 250
2010
2,4
0,5 182,5
9,13 18,25
- -
-
2015
4,5
2,5
912,5
-
91,25
136,88 -
-
2020
10,0
8,5
3.102,5
-
-
465,38
620,50 -
2022
12,0
11,0
4.015,0
-
-
-
803,00
1.003,75
2025
13,0
12,0
4.380,0
-
-
-
-
1.095,00

Projeção de ECONOMIA BR com 12 mb diários exportados em 2025, considerando-se baixa
demanda interna devido ao uso intensivo de combustíveis limpos. Não está sendo
considerado aqui o aproveitamento do petróleo do
Pré-Sal em forma de
derivados, que multiplicará os valores acima por até 40 vezes.
Atualizado em junho de 2009 com cotações do
petróleo a US$ 70 por barril de 159 litros.




Com beneficiamento adequado para agregação de valor por meio de refino e outros processos mais sofisticados de transformação - caso da petroquímica, a multiplicação agregada poderia fazer o valor adicionado do óleo do Pré-Sal crescer 40 vezes, o que elevaria essas exportações em 2025 a US$ 40 trilhões.


Como uma reserva de 100 bilhões de barris poderia valer cerca de US$ 10 trilhões a US$ 100 o barril, a multiplicação agregada de 40 vezes levaria essa cifra a US$ 400 trilhões. Isso equivaleria a 300 vezes o PIB Nominal brasileiro de 2007, de US$ 1,333 trilhão. Com o Barril retornando a US$ 150, a multiplicação agregada elevaria essa cifra a US$ 600 trilhões.


O Brasil estaria exportando 12 mb diários em 2025, mas com produtos com agregação média de 20 vezes (50%). Naquele ano, essas exportações renderiam ao país quase US$ 22 trilhões.



PRODUÇÃO E EXPORTAÇÃO DE PETRÓLEO
MÉDIA DE VALOR AGREGADO DE 20 VEZES
PRODUTOS EM MILHÕES DE BARRIS / DIA
COTAÇÃO MÉDIA ENTRE US$ 100 E US$ 250


ANO
PROD.
DIÁRIA
EXP.
DIÁRIA
EXP.
ANUAL
US$ BI/ANO A US$ 100 x 20
US$ BI/ANO A US$ 150 x 20
US$ BI/ANO A US$ 200 x 20
US$ BI/ANO A US$ 250 x 20
2015
4,5
2,5
912,5
1.825,00
2.736,60 -
-
2020
10,0
8,5
3.102,5
-
9.307,60 12.410,00 -
2022
12,0
11,0
4.015,0
-
-
16.060,00
20.075,00
2025
13,0
12,0
4.380,0
-
-
-
21.900,00

Projeção de ECONOMIA BR com 12 mb diários exportados em 2025, considerando-se baixa
demanda interna devido ao uso intensivo de combustíveis limpos. É feito o aproveitamento
do petróleo do Pré-Sal em forma de derivados, multiplicando os valores do petróleo
bruto por até 40 vezes, porém utilizando-se no quadro acima uma média
de 20 vezes (50%).
Atualizado em junho de 2010 com cotações
do petróleo a US$ 70 por barril de 159 litros.




Pela simulação do DEFESA BR, entre 2011 e 2025, a MB demandará investimentos de US$ 30 bilhões em PD&I, US$ 144 bilhões em Construção de Meios, e US$ 54 bilhões em Operações & Manutenção, totalizando US$ 228 bilhões nos 15 anos do Plano.



FORÇA
PD&I
CONS
OP & MT
TOTAL
MB
30,0
144,0
54,0
228,0
%
13,1 %
63,2 %
23,7 %
100 %



Com os Royalties a 20 %,
a MB poderá vir a obter US$ 305 bilhões no período (US$ 20,33 bilhões médios ao ano), garantindo assim fantásticos 134 % de todas as verbas necessárias. Restarão US$ 77 bilhões que poderão beneficiar as duas outras Forças.


Para o Orçamento Federal, o Tesouro Nacional somente terá de preocupar-se com os recursos necessários ao problema previdenciário da MB.




AMRJ

Vista aérea do Arsenal de Marinha do Rio de
Janeiro -
AMRJ, na Baía de Guanabara.
(Foto Serviço de Relações Públicas da Marinha)
 


Caso as outras 2 Forças não venham a conseguir aprovar um imposto próprio para seus programas, uma projeção de 31,5% desses Royalties da MB atingirá o saldo de US$ 480 bilhões, o que poderia cobrir fantásticos 100% de todo o PD&I, Construção de Meios e Operações & Manutenção de todas as 3 Forças Armadas, ou seja, dos mesmos US$ 480 bilhões em 15 anos.


O LEGISLATIVO poderá facilmente instituir uma nova regra na Lei Nº 9.478/97, fazendo com que esses Royalties da MB sejam encaminhados diretamente a uma conta corrente do Comando da Marinha ou, ainda melhor, do Ministério da Defesa, própria para tal, no ato do pagamento realizado na rede bancária para crédito no Banco do Brasil.



Gráfico de Meios Navais da MB

Se a própria Marinha entende que a sua necessidade estratégica é de 145 Meios
Navais, ela não deveria se contentar com menos. Pelo contrário, deveria
procurar negociar muito mais, pois os interesses econômicos do
futuro próximo crescerão em escala geométrica
e País
algum reconstrói uma Marinha da noite para o dia.
.
(Arte Marinha do Brasil)



Esse recolhimento é hoje 100% feito para a Secretaria do Tesouro Nacional através de DARF - Documento de Arrecadação de Receitas Federais, junto ao BB. Em seguida, deveria haver o repasse diretamente ao Comando da Marinha, sem a verba voltar a circular pelo BB. É este trecho da operação que está errado e precisa sofrer a intervenção do Legislativo.


A introdução de
um código de DARF próprio do MD resolverá o atual problema de uma só vez, pois o Tesouro não terá mais condições de sequer visualizar a verba.


O restante dos recolhimentos continuará a ser feito do modo atual, seguindo pelo Tesouro para divisão pelo Governo. Passará a haver um controle mútuo entre o Tesouro Nacional e o MD, para que não haja erros.



Caso isso não seja possível e continuem a vigorar as práticas atuais do Tesouro, existirá ainda a opção do Congresso Nacional determinar a retirada da MB dessa divisão e instituir-lhe um Royalty próprio, na mesma faixa de valores, porém sob total controle do MD pela arrecadação e cobrança, diretamente junto às companhias exploradoras dos recursos.




COMANDOS DA AERONÁUTICA
E DO EXÉRCITO



Será instituído um Royalty especial sobre as exportações de minérios, que atingiu somente com a Companhia Vale do Rio Doce - VALE, a inédita cifra de US$ 27,8 bilhões em 2007 e US$ 24 bilhões em 2010.


Toda sorte de minérios são extraídos por empresas de diversos portes a partir de concessões com validade e duração precárias, mas pertencem ao solo da nação, em nome da União, sendo o Estado seu único e exclusivo detentor.



O Brasil hoje deixa que concessionárias exportem suas commodities sem o necessário beneficiamento que possa sequer gerar renda interna.
 Nem o transporte gera renda, pois é tudo conduzido até os navios de forma automatizada.


Trata-se apenas de matéria-prima que sai de nosso solo para criar empregos e gerar riqueza no mundo inteiro, o que ocorre desde o início da História do Brasil, em um vergonhoso ciclo sem fim.


Debaixo do solo brasileiro, há enormes depósitos
minerais que são a matéria prima para o
crescimento chinês de dois dígitos.

(de matéria da The Economist em novembro de 2007)


Além disso, espanta saber que a produção nacional de aço caiu 2,2% só em 2006, o que pode até ser visto como um símbolo mundial de fracasso para um país que tem minério farto em seu quintal (Carajás).


Em 2007, a brasileira Vale do Rio Doce (34%), a anglo-australiana Rio Tinto (20%) e a australiana BHP Billiton (15%) dominavam quase 3/4 do mercado transoceânico mundial de minério de ferro, que já movimentava mais de 800 milhões de toneladas métricas
(mtm) por ano (1 bilhão em 2011).  Para a VALE, isso significaria mais de 270 mtm anuais em exportações transoceânicas, só em 2007.


O Brasil precisa aprender de vez como incluir cada vez alto valor agregado a tudo aquilo que exporte, gerar renda e empregos aqui, antes de sustentá-los lá fora, somente vendo outros países, como a China, que de fato seriam nossos dependentes, enriquecerem e conseguirem nos deixar para trás e pior, "como bobos para o mundo inteiro rir".



VÍDEO - A AMAZÔNIA NOS PERTENCE (06:58 MIN)


Excelente vídeo do Centro de
Comunicação Social do Exército.



Apenas para uma breve noção do grave problema brasileiro, o planeta produziu mais de 1,2 bilhão de toneladas métricas (btm) de minério de ferro somente em 2007 e a demanda continua pressionando esses números.


Enquanto a China compra minério de ferro no mundo (basicamente de Brasil e Austrália) para produzir boa parte de suas 550 mtm de aço em 2008, o Brasil, produz pouco mais de 30 mtm/ano de aço, que nem chega a 3% da produção mundial.


n


O minério de Carajás esvai-se entre os dedos das mãos, saindo de 100 mtm em 2006 para 130 mtm em 2009. E isso se repete com o manganês e, escandalosamente, com o estratégico nióbio, entre muitos outros minerais.


O Brasil como único exportador mundial do nióbio não dá o preço no mercado externo, o preço do metal quase 100% refinado era cotado a US$ 180 o quilo na Bolsa de Metais de Londres, enquanto que totalmente bruto, no garimpo o quilo custa US$ 230 o quilo.


O mundo todo consome l00% do nióbio brasileiro, sendo que os dados oficiais registram como exportação somente 40%. Anos e anos de subfaturamento tem acumulado um prejuízo para o país de bilhões de dólares anuais.


Como autêntico bobo da corte, o Brasil assiste como a China continuará como o principal responsável pelo crescimento da demanda por minerais e metais no mundo.



CONSUMO DA CHINA NO MUNDO
PARTICIPAÇÃO PERCENTUAL
DE 2000 A 2011


MINERAL / METAL
2000
2007
2011
MIN. DE FERRO
15,4
49,0
54,0
NÍQUEL
4,9
24,2
31,0
ALUMÍNIO
14,0
33,0
41,0
COBRE
12,7
26,3
30,0

Fonte : VALE.



(Clique na foto abaixo para ver imagem gigante de Carajás)


Vista parcial de Carajás, no Pará, a maior
mina de minério de ferro do mundo.
(Foto Sala de Imprensa VALE - 263)




Já a esperta China com quase 900 plantas de variados portes em operação beira 45% da produção mundial de aço e já exporta grande parte. Tendo deixado de importar há pouco tempo, em 2006 a China já estava velozmente exportando 200 mtm, dado que seu consumo interno no limite ainda permanecia em 300 mtm ao ano.


A maior produtora mundial de minério de ferro é a brasileira CVRD
, seguida pela Rio Tinto e a BHP Billiton. A VALE faturou US$ 27,8 bilhões com exportações somente em 2007. De tão lucrativa, em outubro de 2006, adquiriu a mineradora canadense INCO, segunda maior produtora mundial de níquel, minério que era então vendido a quase US$ 50 mil cada tonelada.


Como país, a China ainda é o maior produtor mundial de minério de ferro, seguindo-se o Brasil e a Austrália.



PRODUÇÃO DE MINÉRIO DE FERRO
MILHÕES DE TONELADAS MÉTRICAS
EM 2004


PAÍS
PRODUÇÃO
CHINA
280
BRASIL
220
AUSTRÁLIA
220
ÍNDIA
110
RÚSSIA
95
UCRÂNIA
65
EUA
54
ÁFRICA DO SUL
40
CANADÁ
31
SUÉCIA
22
OUTROS
101
MUNDO
1,250

Fonte U.S. Geological Survey.



Já em 2007, só a VALE quase chegou a 300 mtm ao ano (450 mtm em 2011) em produção de minério de ferro, pois em outubro de 2006, inaugurou o Projeto Brucutu, um complexo com mina e usina de minério de ferro, que é a maior do mundo em termos de capacidade inicial de produção. No curto prazo, a produção de vários produtos pela VALE aumentará consideravelmente.



PRODUÇÃO DA VALE
DE 2007 A 2011


MINERAL
2007
2008
2011
MIN. DE FERRO
295,9
325,0
422,0
PELOTAS
35,8
41,8
55,0
NÍQUEL
247,9
280,0
507,0
COBRE
284,2
300,0
592,0
ALUMINA
4,3
5,3
8,2
CARVÃO
2,2
5,6
15,0

Fonte : VALE.



Deverá estar exportando 260 mtm de minério de ferro em 2008, pois o Brasil significa apenas 20% de seu mercado, e com percentual de participação em processo de declínio.


Na primeira fase do projeto, Brucutu vai produzir 12,2 mtm de minério de ferro por ano. Na segunda fase, prevista para 2007, deverá atingir 23 mtm anuais. A capacidade instalada é de 30 mtm/ano, que deverá ser atingida em 2008.



O investimento no empreendimento foi de US$ 1,1 bilhão. O Complexo de Brucutu está localizado no município de São Gonçalo do Rio Abaixo, a 93 km de Belo Horizonte, Estado de Minas Gerais.



(Clique na foto abaixo para ver imagem gigante de Brucutu)


Vista do Complexo de Brucutu, em Minas Gerais,
com a maior usina de minério de ferro do mundo.
(Foto Sala de Imprensa CVRD - 403)




O Brasil pode estar exportando dezenas e mais dezenas de bilhões de Dólares em minérios a cada ano, mas tem enorme dificuldade de deter a tecnologia para construir o aço especial usado no casco de um submarino nuclear, e nem mesmo aquele usado em modernos caças.


Tecnologias desse tipo são estratégicas para a nossa Defesa e são também cada dia mais necessárias para que nossa cadeia industrial civil possa competir no mundo. Mas não, o Brasil exporta minérios como exporta bananas.



Tal novo
Royalty especial deverá ser cobrado pelo próprio MD, que controlará diretamente suas fontes de receitas sem precisar sofrer e adiar planos longos e caros, permanecendo parado ao aguardar por possíveis repasses do Tesouro.


Uma conseqüência imediata será o MD poder assumir o combate à saída ilegal de toda sorte de minérios do país e armar-se de meios para fechar as fronteiras de vez, o que refletirá no combate à entrada de drogas e armamentos e na saída de outros bens importantes do patrimônio nacional, como os relativos à biodiversidade.


Esse simples royalty especial será capaz de gerar
milhões de vezes mais renda e empregos ao país
do que sem ele, trazer novas tecnologias de uso
militar e civil, e ainda blindar as fronteiras e
boa parte da biodiversidade da Amazônia,
de valor incomensurável.


Como exemplo, pode-se estender a cobertura desse imposto inclusive aos setores madeireiro e de fármacos, evitando o forte e abusivo contrabando de madeira nativa e de muitas espécies importantes para a indústria farmacêutica, cujo descontrole vem causando tantos prejuízos ao meio ambiente, especialmente no universo da Amazônia.


O mercado doméstico será beneficiado com essa medida, pois a demanda mundial de minérios está em constante alta por causa do vigoroso crescimento da China, e agora da Índia. Os preços vêm aumentando bastante, vindo a refletir em repasse desses aumentos externos no mercado interno brasileiro, pressionando a inflação.


Um
Royalty especial de percentual de 15%, e até mesmo com mecanismo ascendente, ajudará a bloquear tal repasse hoje automático. Como exemplo, a Vale conseguiu aumentar o preço do minério de ferro em Dólares aos seus clientes externos com contrato de fornecimento de longo prazo em incríveis 71,5% em 2005.


Já em 2006, conseguiu mais 19% de aumento de preço, até mesmo dos chineses, os clientes que mais resistiram a esse movimento de alta imposto pelo cartel das 3 maiores exportadoras mundiais desse insumo base para a siderurgia, no qual a Vale se inclui. Para 2007, o aumento foi estabelecido entre 9,5% e 10% em suas tarifas.


Em 2008, o aumento obtido pela Vale foi de 65% a 71% nos preços contratuais, dependendo da qualidade do minério. Ressalte-se que uma tonelada métrica de minério de ferro de Carajás, o melhor do mundo, é vendida aos chineses por apenas US$ 80.


Enquanto isso,  o mercado spot cobraria valores bem superiores aos US$ 200 hoje cobrados para minério de qualidade inferior. Os australianos conseguiram depois aumento de 85%. Em 2009, todos diziam que as exportações para os chineses cairiam, mas cresceram com força inusitada.
 

Em nossa simulação, tal
Royalty virá dessas exportações de minérios (até o nível de pelotas), todos os minérios extraídos do território nacional, que serão taxadas em 15%, exclusivamente com destino à FAB e ao EB.


Essa taxação terá como efeito colateral conduzir muitas empresas a realmente beneficiarem seus produtos aqui mesmo com grandes investimentos, gerando assim mais riqueza, tecnologia, emprego e renda para o país.


Esses recursos possibilitarão às  2 Forças meios condignos à Defesa e à manutenção da soberania nacionais, com a fundamental preservação da Amazônia, que é o maior leito das ocorrências minerais em todo o território nacional.


Para emprego em 2010, já representariam impressionantes recursos de
US$ 1,8 bilhão.



PROJEÇÃO DE ROYALTY ESPECIAL SOBRE
EXPORTAÇÃO DE MINÉRIOS IN NATURA
A 15 % PARA O EB E A FAB
EM MILHÕES DE DÓLARES

 
 
ANO
US$
MILHÕES
2009
1.500
2010 1.800


2011 2.160
2012
2.592
2013
3.110
2014
3.732
2015
4.479


2016
5.554
2017
6.887
2018
8.540
2019 10.589
2020
13.131


2021
16.545
2022
20.846
2023
26.266
2024 33.096
2025
41.7800
2011
a
2025


200.000


Supondo incrementos de 20 % ao ano entre 2011 e 2015,
de 24 % entre 2016 e 2020, e de 26 % entre 2021 e 2025.




Pela simulação do DEFESA BR, entre 2011 e 2025, a FAB e o EB demandarão investimentos de US$ 9 bilhões em P&D, US$ 73,5 bilhões em Construção de Meios, e US$ 45,0 bilhões em Operações & Manutenção, totalizando US$ 127,5 bilhões nos 15 anos do Plano.



FORÇA
PD&I
CONS
OP & MT
TOTAL
FAB
27,0
105,0
22,5
154,5
EB
18,0
42,0
37,5
97,5
TOTAL
45,0
147,0
60,0
252,0
%
17,9 %
58,3 %
23,8 %
100 %



Com esse Royalty especial acima em 15 %, as 2 Forças poderão obter US$ 200 bilhões no período (US$ 13,33 bilhões médios ao ano), garantindo assim fantásticos 79% de todas suas verbas necessárias, de US$ 252 bilhões.


Os US$ 52 bilhões restantes virão dos US$ 77 bilhões (68%) dos
Royalties da MB não aproveitados por ela, o que será previamente autorizado por lei. Para o Orçamento Federal, o Tesouro Nacional somente terá de preocupar-se com uma pequena parcela para o plano e com os recursos necessários ao problema previdenciário.




SOMA DOS RECURSOS DAS 3 FORÇAS


A soma de tais
ORIGENS DE RECURSOS - Royalties de 20% para a MB e Royalty especial de exportação de minérios a 15% para a FAB e o EB, os 2 avaliados em US$ 505 bilhões, poderá representar expressivos 105% de todos os investimentos e despesas de 15 anos para as 3 Forças, dentro do Ministério da Defesa.



QUADRO DE INVESTIMENTOS EM DEFESA
(US$ bilhões - Período de 2011 a 2025)


FORÇA
PD&I
CONS
OP & MT
TOTAL
%
MB 30,0
144,0
54,0 228,0
47,5
FAB
27,0
105,0
22,5
154,5
32,2
EB
18,0
42,0
37,5
97,5
20,3
TOTAL
75,0
291,0
114,0 480,0
100,0
%
15,6 60,6 23,8
100,0
-



Repita-se que, como no caso das 3 Forças separadas, para o Orçamento Federal, o Tesouro Nacional somente terá de preocupar-se, praticamente, com os recursos necessários ao problema previdenciário delas juntas, agora dentro do quadro do Ministério da Defesa.




OUTRAS NOVAS ORIGENS DE RECURSOS


A primeira origem de recursos como opção serão os impostos advindos das importações em geral, que superarão US$ 100 bilhões em 2010. Elas seriam taxadas em 1 % na média (maiores sobre produtos supérfluos e subsidiados na origem). Para 2011, representariam impressionantes recursos de US$ 1,2 bilhão. Seriam US$ 59 bilhões em 15 anos de plano.


Os produtos industrializados chineses de consumo poderiam ser bastante úteis nesta simulação, pois concorrem com a indústria nacional em uma aberta  prática de dumping, isto é, vendem ao mundo com preços abaixo do custo que teriam esses produtos em qualquer outro país, visto que sua mão de obra é parcamente remunerada e a moeda extremamente subvalorizada, entre outros inúmeros aspectos desleais e predadores de concorrência.



Outra forte origem de recursos seria a criação de Royalties
sobre o faturamento bruto das companhias geradoras de energia elétrica, cujas usinas seriam os primeiros possíveis alvos estratégicos.


É um setor da economia que terá fortíssimo crescimento nos próximos anos e dependerá de proteção em caso de ameaça externa ao país.
Somente as 2 hidrelétricas - Jirau e Santo Antônio, que serão construídas no Rio Madeira, na Amazônia, terão o custo de R$ 15 bilhões e gerarão 7.480 megawatts, equivalente  53 % da potência instalada de Itaipu, que possui 20 turbinas e gera 14.000 megawatts.


Desde que entrou em operação comercial em 1985, Itaipu já pagou US$ 2,848 bilhões de Royalties somente ao Brasil A maior parte deles fica no Paraná, indo metade para o estado e metade para seus 15 municípios diretamente atingidos pela construção da usina.


De fato, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, confirmou em 19 de agosto de 2008, que o governo estava discutindo reaparelhar as Forças Armadas com a ajuda das grandes empresas que atuam em infra-estrutura estratégica.


Elas seriam os primeiros alvos do país sob um futuro e previsível ataque militar, dado todo seu vasto patrimônio mineral, petrolífero do Pré-Sal, industrial, agrícola, e acima disso tudo, o seu rico meio-ambiente com muita água doce (Amazônia).


As áreas mais visadas em um primeiro momento de ataque seriam as usinas de energia (hidrelétricas e nucleares), siderúrgicas, minas, estradas, aeroportos, portos, plataformas, gasodutos, pontes, e navios cargueiros com suas rotas, entre muitos outros.


Para tal, deverá ser criado algum imposto sobre o faturamento ou lucro dessas empresas sob o conceito  de que, se as Forças Armadas estarão sempre protegendo e contribuindo com isso para a valorização dessas empresas e a segurança dos investimentos de seus acionistas, a área de Defesa deverá então ser uma forte beneficiária com o financiamento de meios e equipamentos necessários à execução da gigantesca empreitada.


A Petrobras, a Vale e a Eletrobras são três mega-empresas que cairão nessa rede e serão ainda mais valorizadas com essa estratégia. Mais o rol é vasto e pode chegar a centenas de grandes empresas.


Já o então presidente Lula, também naquele 19 de agosto e 2008, anunciou que o Brasil iria mesmo utilizar os recursos advindos da exploração de petróleo dos campos de Pré-Sal para investir em educação e ampliou esse correto emprego em mais uma área fundamental, a saúde. “Esse dinheiro é do povo brasileiro, que esperou muito tempo por uma chance de resolver esses problemas", disse Lula.


Ainda na mesma data, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, informou que o governo ainda buscava avaliar a real extensão da mega-província de petróleo do Pré-Sal.


Segundo ele, já se falava de um “Pré-Sal Estendido ", hipótese em que a área seria maior do que se imagina hoje, passando de 100 mil km2 para 160 mil km2, com 800 km de extensão e 200 km de largura, indo do Espírito Santo até Santa Catarina.


Juntando-se todas essas informações e tendências, o
DEFESA BR conclui que o caminho a ser seguido pelo governo para garantir a integridade do imenso território brasileiro e a soberania sobre as Amazônias Verde e Azul no futuro presente é o de planejar a longo prazo e aportar recursos para a DEFESA, advindos tanto de um imposto sobre as empresas de infra-estrutura, como ainda dos Royalties com o próprio Pré-Sal, junto com educação e saúde.


Ressalte-se que o país estará criando uma empresa estatal em 2010 para administrar toda a grande aventura do Pré-Sal, saindo os grandes investidores internacionais da jogada e dos grandes lucros, e que a mega-província pode mesmo estar vindo desde a Guiana Francesa e descendo por toda a costa brasileira até a Patagônia argentina.


Com o primeiro campo do Pré-Sal sendo inaugurado pelo presidente Lula em 2 de setembro de 2008, com toda e devida pompa e circunstância, a Petrobras estaria lançando encomendas não de uma ou duas, mas de até 55 plataformas de exploração em alto-mar. Mas quem irá proteger todo esse presente de Deus contra a certa e líquida cobiça internacional ?



Lula e o primeiro Óleo

Lula apresenta ao mundo o primeiro óleo extraído da camada pré-sal
em 2 de setembro de 2008. Sua pose representaria uma interessante
referência à Estátua da Liberdade de Nova York.
(Foto Ricardo Stuckert / PR - 02092008G00004v)




VÍDEO - LULA E O PRIMEIRO
ÓLEO DO PRÉ-SAL (02:06 MIN)



Lula inaugura uma nova era com o primeiro óleo extraído da
camada pré-sal, na histórica data de 2 de setembro de 2008.




Mais uma fonte interessante e justa, mas praticamente impossível no Brasil,  seria um imposto diferenciado sobre o lucro bruto do sistema financeiro - bancos, financeiras, corretoras, distribuidoras, etc, que só pagam 25% de Imposto de Renda e praticam os mais extorsivos juros em todo o mundo.



VÍDEO - R 99 A + R 99 B + A-29 (03:47 MIN)




n


O BRASIL E SEU ESTRATÉGICO NIÓBIO


HOJE E O FUTURO



O nióbio serve hoje para manter o domínio tecnológico e a qualidade de vida dos países da OCDE. Sem nióbio não existiriam aços especiais, supercondutores, ligas para os programas espaciais mundo afora; talvez nem aviões a jato ou satélites.


O nióbio já hoje é essencial para a humanidade. Ele  tem elasticidade e flexibilidade que o tornam moldável. É um agente anti-corrosivo. Resiste aos ácidos mais agressivos.


Mesmo submetido a elevadas temperaturas, oferece alta resistência à combustão. A baixas temperaturas, se converte em supercondutor. É essencial na indústria nuclear. Suas ligas são usadas na fabricação de magnetos para tomógrafos de ressonância magnética.


Na indústria do petróleo, serve para compor ligas de aço destinadas ao fabrico de tubos para condução de líquidos, desde água até petróleo. Também serve para fabricar cerâmicas eletrônicas, em lentes para câmeras, jóias e até artigos de beleza.


Na indústria aeronáutica, o nióbio é empregado na produção de motores de aviões a jato, e equipamentos de foguetes. O trem bala dependerá do nióbio em vários processos de sua montagem e implantação.


Entretanto, a maior aplicação do nióbio está no por vir. Segundo Ronaldo Schlichting, seria por isso que existe toda uma pressa na transferência da maior quantidade possível desse metal, a preços vis, para o exterior.


O Brasil envolveu-se com o Projeto ITER – Reator Experimental Termonuclear Internacional, graças à reserva de nióbio localizada em Minas Gerais, considerada a maior do mundo. O metal, um poderoso condutor, passou a ser usado para construir molas -(bobinas)- gigantes e gerar um campo magnético para conduzir o processo de fusão nuclear dentro do reator.


Com este magnífico feito o homem passaria a dominar também o fogo termonuclear, aquele que ocorre no interior das estrelas pela fusão de átomos de hidrogênio a uma temperatura de 15 milhões de graus centígrados, gerando hélio e uma brutal quantidade de energia limpa, barata e inesgotável, pois, o trítio isótopo pesado do hidrogênio usado como combustível é abundante na face da Terra na forma de água pesada.


Assim, as usinas termonucleares limpas e muito mais seguras que as nucleares, geradoras de energia farta e barata, se multiplicariam sem restrições pelo planeta exigindo milhares de toneladas de nióbio puro para manter o fogo solar aceso.


Para ele, “o governo precisa cuidar das nossa reservas de nióbio a ferro e fogo porque o preço de metal, num futuro próximo, deverá ir ao espaço na bolsa de metais de Londres”.



RESERVAS DO BRASIL


As reservas nacionais medidas de nióbio aprovadas pelo DNPM totalizam 842.460.000 ton de minério, com teor médio de 0,71%, ou 5.986.636 ton de nióbio contido. Elas estão concentradas nos Estados de Minas Gerais (64,45%), Amazonas (33,94%) e Goiás (1,61%).



Nióbio



Analisando o total de reservas nacionais de nióbio, o percentual de participação dos Estados, com relação à soma de suas reservas medida, indicada e inferida, aponta em primeiro lugar o Amazonas, cujas reservas de nióbio representam 82,77% do total do país e estão localizadas no município de São Gabriel da Cachoeira.


Ou seja, das reservas mundiais de mais de 4,3 bilhões de toneladas efetivas, o Brasil possui SÓ 4,2 bilhões de toneladas, ou 98% do total. Mesmo assim, a produção mundial aproximada de nióbio é de 90% no Brasil e 10% no Canadá.


As maiores jazidas mundiais de nióbio estão no Amazonas (São Gabriel da Cachoeira) e em Roraima (na famosa Reserva Raposa – Serra do Sol).


Só São Gabriel da Cachoeira
deteria, de acordo com o próprio governo, 2,9 bilhões de toneladas do minério e está localizada bem próximo à fronteira coma  Colômbia.
Abaixo, a localização de São Gabriel da Cachoeira:



(Clique na imagem abaixo para ampliação)

Nióbio

A localização de São Gabriel da Cachoeira no Google Maps.



Considerando-se apenas o teor médio nacional de 1,04 %, seriam inimagináveis 43.683.316 toneladas de óxido de nióbio, com alto grau de pureza – 99,9%. Valendo US$ 20.000,00 / tonelada, perfazem um montante de impressionantes US$ 873,7 bilhões.


Dá para entender que é muito barato para os EUA gastarem algumas centenas de milhões de dólares na montagem dessa estrutura toda (as bases na Colômbia) e estarem "do lado" de um tesouro dessas proporções?


Agora, o Brasil, sendo virtualmente o único detentor do nióbio no mundo, não deveria estabelecer o preço desse minério no mercado de acordo com seus próprios interesses?


Não deveríamos, ao invés de exportar minério bruto, atrelar o abastecimento mundial desse mineral estratégico à mais ampla transferência de tecnologia dos países desenvolvidos para a nossa indústria?


Não teríamos, dentro de alguns anos e com maciços investimentos em educação/qualificação profissional, a capacidade de abastecer o mundo com ligas metálicas dos mais variados tipos 100% Made in Brazil?


Na comparação que fazemos sempre entre o petróleo cru no barril e o petróleo já com valor agregado em 40 vezes, um barril equivalente saltaria de US$ 100 para US$ 4 mil.


Como o valor do nióbio é muito mais estratégico para a humanidade que forminhas de plástico para guardar alimentos no freezer, podemos multiplicar essa agregação, digamos, só para dar uma ideia da bobeira brasileira, em mais 5 vezes = 40 x 5 = 200.


Isso se usarmos o metal para fins mais nobres e de alto valor científico do que tubos transportadores de água e petróleo a longas distâncias. Como exemplo, sabemos que o nióbio se converte em um supercondutor quando reduzido a temperaturas criogênicas.


Portanto, nessa comparação entre o nióbio bruto e puro com valor agregado em 200 vezes, esse quilo equivalente saltaria de US$ 20 mil para US$ 4 milhões
por tonelada, ou US$ 4 mil o quilo.


Assim, nossas reservas de nióbio hoje estimadas em algo como
US$ 873,7 bilhões, passariam a ser tratadas pelo valor de US$ 174,74 trilhões. Esse minério agregado valeria 86 vezes o PIB brasileiro de 2010.


Contudo, essa cotação de US$ 20.000 a tonelada para o óxido de nióbio é muito baixa. Daria apenas US$ 20 o quilo. Fala-se de US$ 90, de US$ 180, de US$ 400 e até de US$ 1.200 o quilo, que seria US$ 1,2 milhão a tonelada.


Nesse extremo de US$ 1,2 milhão a tonelada (60 vezes mais que os US$ 20.000 a tonelada), as nossas 43.683.316 toneladas de óxido de nióbio valeriam a cifra de US$ 52,422 trilhões.


Se passarmos a uma agregação média de 200 vezes com as superligas, etc, chegaremos à mais ainda inacreditável cifra de US$ 10,484 quatrilhões!


Isso já equivale a fantásticas 5.160 vezes o PIB brasileiro de 2010. Afinal, quanto vale o nosso nióbio? Mais ainda, o que queremos para o Brasil?




A FUNÇÃO DO LEGISLATIVO



Essas opções de recursos também poderão ser desenvolvidas e apresentadas à avaliação do LEGISLATIVO no próximo Congresso Nacional, que poderá criar leis específicas para a destinação de verbas para os 3 Comandos e o Ministério da Defesa já a partir de 2012.


Ressalte-se que o Congresso deverá aprovar uma Lei que vincule a devida aplicação de todos os recursos, impossibilitando cortes futuros de terceiros de modo a não prejudicar, irresponsavelmente, o planejamento e  seus empreendimentos construtivos de longo prazo. Outra opção, recentemente levantada, refere-se ao recolhimento direto desses impostos do MD junto aos seus pagadores.


Esse será  um enorme progresso e uma vitória para qualquer planejamento a ser feito no Brasil, inclusive sobre os absurdos, irresponsáveis e irrecuperáveis contingenciamentos de projetos (como o do FX-2) sendo feitos desde 2003, e mais ainda sobre os Royalties da MB.


Ressalte-se, por último, que o Projeto de Lei nº 5.520/2001, do ex-Deputado Federal Clementino Coelho (PPS-PE), retira dos municípios e estados produtores de petróleo os benefícios dos Royalties advindos da Plataforma Continental, basicamente, pelo mal uso que vem sendo feito de tão importantes verbas.


Reconhecidamente, os Municípios beneficiários nem de longe aplicam esse dinheiro como deveriam, já que ele não vem sendo empregado em saneamento e melhoria urbana, e muito menos em saúde e políticas sociais.



A maioria apresenta problemas como fraudes, corrupção e tráfico de influência, tudo rezando pela manutenção dos elevados índices de miséria e desajustes sociais de toda ordem.


Passariam a receber tais Royalties o Comando da Marinha, o Ministério da Ciência e Tecnologia e um fundo especial para os Municípios
e Estados da federação para distribuição, sob um argumento simples: os recursos naturais pertencem à União e por isso todos os entes da federação deveriam ser beneficiados. Encontra-se hoje arquivado à espera de momento oportuno e interessados, caso seja necessário.




FONTES & LINKS


Economia BR - Produção de Petróleo




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